8. Monografia – Coraciformes: Guarda-rios, Abelharuco, Rolieiro e Poupa

A ordem dos Coraciformes agrupa quatro espécies de aves que são das mais coloridas e vistosas da nossa região:

  • O Guarda-rios alcedo atthis;
  • O Abelharuco merops apiaster;
  • O Rolieiro coracias garrulus;
  • A Poupa upupa epops.

 

 

8.1 – O Guarda-riosalcedo atthis

Guarda-rios fêmea

O Guarda-rios – alcedo atthis é uma das espécies de aves que é conhecida na linguagem comum por muitos nomes. Pica-peixe, Martinho-pescador, Rei-do-mar, Bordaleiro, Juiz-do-rio, Raio-azul, são alguns deles. Continuar a ler “8. Monografia – Coraciformes: Guarda-rios, Abelharuco, Rolieiro e Poupa”

7. Monografia – Os Milhafres (actualizada em Novembro de 2017)

Na Península Ibérica há duas espécies de milhafre, o Milhafre-preto (milvus migrans) e o Milhafre-real (milvus milvus). São duas espécies de aves de rapina com aspecto semelhante mas comportamento sazonal diverso. O Milhafre-preto é estival com uma população em Portugal que se estima em 800 a 1600 casais, sendo raros os exemplares que se avistam no inverno. O Milhafre-real tem uma pequena população residente (50 a 100 casais nidificantes em Portugal) que é aumentada durante o Inverno com migrantes oriundos da Europa Central.

Milhafre-preto
Milhafre-real

Continuar a ler “7. Monografia – Os Milhafres (actualizada em Novembro de 2017)”

6. Monografia – O Açor

Optámos nesta Monografia um estilo algo diferente do usado nas anteriores, realçando a nossa experiência durante a tomada de fotos no abrigo.

No ano de 2016 o nosso primeiro objectivo, no que respeitou a fotos de abrigo, foram o Peto-real, Pica-pau-malhado-grande, Pica-mau-médio e, também, o Dom-fafe. Esta missão fotográfica serviu ainda de pretexto para visitar os Picos da Europa e arredores, que estavam magníficos, com muitíssima neve. Seguiram-se o Quebra-ossos, em Buseu, perto de Lérida e as Gangas e Cortiçóis, em Belchite, perto de Saragoça.

Procurámos depois fotografar as grandes águias peninsulares. Conseguimos bons resultados com a Águia-imperial, a Águia-real e a Águia-de-Bonelli.

Com estas etapas cumpridas, estabelecemos como objectivo seguinte o Açor.

Açor macho

Continuar a ler “6. Monografia – O Açor”

5. Técnica – Quais as aves mais difíceis e quais as mais fáceis de fotografar?

Quais são as espécies de aves mais difíceis e quais são as mais fáceis de fotografar na nossa região?

Esta pergunta, muito usual, pode ter muitas respostas. Há opiniões. Aqui ficam algumas ideias e sugestões. Mas, quem disser o contrário do que eu digo pode também ter muita razão.

Devemos em primeiro lugar considerar que as respostas podem ser diferentes se estivermos a considerar fotografias de primeiros planos com boa qualidade ou simplesmente registos fotográficos de fraca qualidade, que apenas permitem identificar a espécie e servir de prova do seu avistamento.

Além disso, o grau de dificuldade varia de região para região e, portanto, de pessoa para pessoa. É diferente viver num apartamento em Lisboa ou numa casa onde os papa-figos ou o bico-grossudo frequentam o quintal.

Ainda assim, há uns princípios gerais que poderemos ter em conta.

 

5.1 As mais difíceis

De um modo geral as aves mais difíceis de fotografar são as mais raras, as mais desconfiadas e esquivas e também as mais bem camufladas e/ou de hábitos mais discretos.

Continuar a ler “5. Técnica – Quais as aves mais difíceis e quais as mais fáceis de fotografar?”

5. Monografia – Águia-de-Bonelli (revista em Novembro de 2017)

A Águia-de-Bonelli, também designada como Águia-perdigueira, tem o nome científico aquila fasciata (alguns autores usam hieraaetus fasciatus). É uma ave residente em Portugal sendo, no entanto, pouco comum, ainda que a sua população tenha vindo a aumentar ligeiramente. Estima-se que existam actualmente 92 a 99 casais no nosso país (2011).

aguia-perdigueira_i7a3744
Águia-de-Bonelli ou Águia-perdigueira
aguia-perdigueira_i7a4886
Águia-de-Bonelli ou Águia-Perdigueira

Espanha conserva a larga maioria da população europeia, cerca de 75%, contando-se 675 a 751 casais (1990). No entanto a população em Espanha tem diminuído acentuadamente e está considerada como uma ave em risco de extinção no Livro vermelho da aves de Espanha. Em espanhol é designada por águila perdicera ou por águila azor perdicera. É Bonelli’s Eagle em inglês e aigle de Bonelli em francês.

Continuar a ler “5. Monografia – Águia-de-Bonelli (revista em Novembro de 2017)”

4. Monografia – Águia-real e Águia-imperial (revista em Novembro de 2017)

Na nomenclatura em linguagem portuguesa comum, há muitas espécies de aves que se designam por “águia”. Conto, pelo menos, nove.

No entanto, apenas três pertencem ao género aquila na designação científica. A águia-real – aquila chrysaetos, a águia-imperial – aquila adalberti e a águia-perdigueira ou águia-de-bonelli – aquila fasciata. Trataremos aqui, apenas, das duas primeiras espécies, as grandes águias, com dimensões claramente superiores às da terceira.

Águia-real

A águia-real é a maior das águias e, também, a mais emblemática. Aparece como brasão, bandeira ou símbolo de inúmeras instituições, desde impérios e países, especialmente os com ambições guerreiras, a clubes desportivos. Simboliza coragem, força, bravura, destreza, nobreza, etc.

Continuar a ler “4. Monografia – Águia-real e Águia-imperial (revista em Novembro de 2017)”

4. Técnica – Como chegar perto das aves

Como chegar perto das aves para conseguir boas fotografias?

Em primeiro lugar convém saber que, mesmo com teleobjectivas muito potentes, é necessário chegar perto das aves para conseguir fazer boas fotografias. O quão perto depende evidentemente da teleobjectiva, mas também do tamanho da espécie de ave. Por exemplo, com uma objectiva de 500mm com teleconversor 1,4x numa câmara APS-C, uma cegonha pode fotografar-se bem a uns 50 metros. Mas, para um pardal, uma distância de 15 m já deve ser considerada como “um bocadinho longe”. É sempre preciso sabermos como chegar perto.

Há aspectos do comportamento das aves que variam de espécie para espécie. Há espécies muito tímidas e ariscas; outras só se podem descrever como descaradas. Mas, há alguns traços de comportamento que são comuns e que passaremos a referir.

Continuar a ler “4. Técnica – Como chegar perto das aves”

2. Monografia – Gangas e Cortiçóis

As Gangas e os Cortiçóis pertencem à ordem dos Pteroclidiformes. Na Península Ibérica existem apenas duas espécies:

  • Pterocles alchata – em português Ganga, em espanhol ganga ibérica, em inglês Pin-tailed Sandgrouse, em francês ganga cata.
  • Pterocles orientalis – em português Cortiçol-de-barriga-preta, em espanhol ganga ortega, em inglês Black-bellied Sandgrouse, em francês ganga unibande.

Ganga_I7A7529

Ganga, macho – Pterocles alchata

Corticol-de-barriga-preta_I7A8267
Cortiçol-de-barriga-preta, macho – Pterocles orientallis

Continuar a ler “2. Monografia – Gangas e Cortiçóis”

3. Técnica – Onde ver e fotografar aves

Quais os locais mais interessantes para observar aves?

Há várias fontes com informações sobre este assunto.

Para Portugal:

Na net temos informação muito útil em Aves de Portugal – Portal dos observadores de aves.

Há também dados sobre locais para observar aves na página da SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves).

Há um livro interessante, mas algo desactualizado e limitado à parte sul do país.

  • Onde Observar Aves no Sul de Portugal, de Helder Costa, 2003, ed. Assírio 6 Alvim, 269 pp.

Continuar a ler “3. Técnica – Onde ver e fotografar aves”